Tô chegando
Estou voltando....
Com aquele sorriso de felicidade
Trago notas de velhas cantigas
Todas: rock, baladas...belas e esquecidas
São nossas emoções sem idade
Vão embalar nosso reencontro...
Estou voltando...
Com todas as flores do Universo
Trago lembranças de nossas estações
Todas: invernos, outonos, primaveras e verões
São as estações que traduzo em verso
Vão emoldurar nosso reencontro
Estou voltando...
Com o meu amor no rosto estampado
Trago desejos, rimas e velhos medos
Todos: do sexo, da virtude, dos segredos
Ingredientes do nosso amar desmesurado
Estou voltando
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Pressa
corro atrás de tua boca
pra alcançar teu beijo
deslizo na tua língua,
mergulho sobre teus montes
desço célere sobre teus seios,
e numa queda vertiginosa
salto em direção ao ventre
minha boca voa em teus desejos
acelero minhas mãos em teu corpo
ansioso persigo o clímax
corro atrás do tempo, do vento
corro atrás da manhã azul
e do amanhã que nunca é hoje
tento chegar às estrelas,
e, alpinista, escalo teu corpo
cheio de curvas sinuosas
reentrâncias perigosas
quero chegar rápido no topo.
mas nada temas, pequena
não é pressa essa loucura
é saudade da tua boca...
...e vontade de recomeçar tudo
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Insano
quando vires meu grito angustiado
e minhas mãos sôfregas te buscarem
quando nervos e músculos retesados
pedirem que teu corpo os saciem
não busque encontrar razões para tanto
fui eu, que perdi a minha...
Caríssimos,
Tô devendo novos post. Mas a máquina não pára e não tenho ficado muito tempo. Agradeço a presença de todos aqui. De coração. Mas um cansaço físico e mental progressivo tem deixado um vazio imenso na minha cabeça e não tenho escrito nada de novo.
Peço desculpas por não ter respondido aos comentários dos posts anteriores, mas vi que estão defasados demais e ficariam sem sentido.
Também quero esclarecer um detalhe que para muitos passou desapercebido: tirei do blog o texto "O Mordomo e a ignorância". A pedido de uma pessoa especial, minha mãe, que teme pela minha segurança. Só por ela o fiz.
Se pintar algo de novo posto imediatamente, ok?
Um beijo em todos.
Só um sorriso

já não ouso desejar muito
só o que minha alma limitada suporta
não quero a manhã que nasce
só uma réstia de luz na escuridão
não quero a fonte que jorra
só a gota do orvalho que cai
não quero a folia do carnaval
só um pierrô chorando sem colombina
não quero o gorjear dos pássaros
só o canto do sabiá nas palmeiras
não quero a ventania da primavera
só a brisa suave depois da chuva
não quero o parque de diversões
me contento com a pipa no céu
não quero as vagas do mar em ressaca
uma onda que beija areia já me sublima
não quero todo teu amor impossível
só uma carícia já me alimentaria
não exijo a felicidade eterna
me basta apenas o teu sorriso
Romaria
toda minha emoção é anêmica
e a febre que me vence delirante
grita à minha’alma hesitante
que minha tristeza é sistêmica
nela há fantasmas que persigo
pelas veredas tortuosas da alma
recuso à noite indolente e calma
franquear o sonho mais antigo
parti seguro que não voltaria
mas aqui estou mais uma vez
buscando o sonho que se desfez
eu, sozinho, em triste romaria
beijo a mão que me acusa
e cai no mesmo colo ávido
mas meu desejo impávido
nem se rende nem a recusa
a dor manipula meus cordéis
brinca numa ribalta imaginária
e como uma vilã sanguinária
rouba meus sonhos e anéis
e soçobrando à lenta agonia
morto-vivo, insepulto corpo
recomeço meu caminho torto
pra reinventar toda fantasia
QUERO-TE, PRIMAVERA...
Eu quero uma primavera nascendo em meu interior.
Quero flores brotando dentro de mim, de todos os matizes, aromas e formas.
Quero a estação das flores que dizem não habitar os homens.
Quero essa primavera que perfuma o ar para que ela aromatize meus versos.
Quero a primavera que colore, para que ela dê cor e sentido à minha vida.
Quero as flores. Todas, dentro de mim.
Quero os girassóis da Rússia no quintal de minha existência.
Quero a última tulipa negra num solitário sobre a mesa de sentimentos que há em mim.
Quero todas as flores-de-lis e crisântemos no jardim de minha alma
Quero os segredos daquela bela dama que cada cravo possa contar.
Quero o bem-me-quer no final de cada pétala desfolhada.
Quero beber no copo-de-leite o sumo da esperança que habita meu eu.
Quero a sensualidade da rosa vermelha plantada na soleira de meu coração
Quero dálias e bromélias na ante-sala da minha insatisfação
Muitas azaléias no hall de minha memória
Quero uma primavera
Quero hoje, agora!
Antes que acredite que homens são áridos e não fazem brotar flores dentro de si.
Amantes
I
língua em círculos avança tórrida
vencendo a imobilidade mórbida
a boca expele palavras sórdidas
derrota toda a fidelidade sólida
II
minha boca roça a peça íntima
que cai com resistência ínfima
desaba ao chão em prece tímida
rasgando toda sua nudez cínica
III
músculos e nervos em decúbito
vencem timidez e hímen túrgido
se vai a sensatez no gesto lúdico
com um último gemido fúlgido
IV
ancas, pélvis e púbis simétricos
se encaixam em atos herméticos
virgem mancha avança herética
nos lençóis de brancura asséptica
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