Uma inédita...

Perdas...

 

onde anda a alegria...

que me levava a crer

sem reservas e medos

na manhã que nascia?

 

Onde anda o sorriso...

que brotava versos

renascendo em mim

a fé que eu preciso?

 

Onde anda a palavra...

que aquecia a noite

que se eternizava

em minh`alma parva

 

Onde anda a criança...

que eu vi em teu rosto

na madrugada que nasceu

a poesia da esperança? 

 

Uma antiga. Uma homenagem pra uma amiga especial... 

Se...

Se eu tivesse uma manhã azul...

Se eu tivesse uma ilha dourada...

Se eu tivesse um bosque verde...

Se eu tivesse campos de girassóis  

Se eu tivesse um mar de rosas

Se eu tivesse sóis vermelhos

Tudo seria teu...

 

Se eu tivesse o teu sorriso

- Que Alegria! –

O mundo seria meu...


Essa tal...                                                                                                

(Regis Marques)

(11.05.04)

 

Se essa tal vida é mesmo uma maravilha, uma festa...                                   

Se essa tal vida é mesmo essa sucessão de adjetivos qualificativos...

Se essa tal vida é mesmo um milagre de Deus...

Então, por que sempre essa escuridão no meio-dia da minha vida?

 

Náufrago

(Regis Marques)

 

A angústia me invadiu

Não tenho argumentos.

Sou seu domínio,

Escravo sem alento.

Não deu pra resistir,

Lutei em vão!

Não encontrei a paz.

Viajei, como um náufrago,

num mar de tempestades

Mergulhei em meus fracassos.

Chorei de solidão.

Ouvi Bach.

Filosofei com Nietzsche.

E estou de novo aqui:

no porto de partida.

Com minhas amarras

presas ao cais

de mim mesmo.

Sem bússola, sem norte.

Martirizado pelo passado,

uma nau sem rumo,

sem leme e sem vela

sem vida

Publicado originalmente em abril de 2004 e um dos preferidos da minha amiga Rô, que o republicou em sua página. Obrigado Ro, pelo carinho, embora tenha me abandonado. Menina, cadê você? 

 

Passarinha

 

Meus sonhos têm todos os matizes

Todas as matrizes

Todos os deslizes,

 

Qual a cor do amor-perfeito?

Será o verde da esperança

Ou o vermelho no leito?...

 

Quebro, pois, régua e compasso

enveredo pelo teu espaço

Em busca do teu regaço

 

E, na noite que se avizinha

Quero teu canto, passarinha

E, de manhã, me aninha

 

                                                                                                              

Não sou,

meu amor,

teu escravo!

Sou flor,

meu amor,

e não cravo!

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, SAO LUIS, VILA IVAR SALDANHA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese
MSN - So para os amigos.
Visitante número: