Vôo solo
Em vôo solo, pouso
como ave, em teu ninho
Onde andarão nossas asas
que antes nos elevaram
ao mais alto dos cimos?
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Inocência
Onde nos levarão esses sonhos?
“A lugar nenhum”, repete a razão...
Meu coração, inocente,
Nela não acredita...
Ele só crê em ilusões
E bate acelerado, como antes
Como quando tinha vinte anos
Pensa que pode, ao sabor do tempo
Se repetir e continuar amando
Indefinidamente...
Tolo, ele.
Não sabe que àqueles
Que o tempo tingiu de prata a têmpora
Só é dado o direito de conjugar
O verbo amar no pretérito perfeito
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