
Pouso, entre as curvas de teu corpo
Como um colibri em busca do néctar
Sôfrego, sugo teus líquidos
Bato as asas e sobrevôo
Em traços rasantes, teus cumes
E entre teus planaltos e florestas
Saboreio com vagar cada aroma
E sabor que saem de tuas reentrâncias
Subo ao mais alto dos montes
- Já próximo de Vênus -
E num mergulho suicida
Me jogo na fenda geológica
dos teu corpo inerte
repleto de todos os prazeres
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